Entenda o que foi a crise hídrica de São Paulo e como o Cantareira está agora

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Quem viveu a crise hídrica de São Paulo em 2014 sabe que a história não foi muito bem contata. Tudo apareceu como se fosse um problema pontual: a falta de chuva que não deu conta de abastecer os recursos hídricos para toda a população. O Brasil, por ter abundância de recursos naturais principalmente nas regiões que não são secas naturalmente pouco se preocupa com isso. As pessoas não tem a consciência e de economia, afinal, até então a água sempre foi um recurso barato.
No entanto, foi em 2004 que a Sabesp (a empresa de abastecimento de São Paulo) renovou o contrato para administrar a distribuição do recurso hídrico para São Paulo e região além de fornecer serviços de saneamento básico. Apesar de ter um grande nome e ser reconhecida até internacionalmente não percebeu que a estrutura dos reservatórios já estava defasada naquele tempo e precisaria de aumento da capacidade de armazenamento senão em algum momento ia dar problema. Dito e feito.

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Naquele tempo o plano da Sabesp era de que a cidade ficaria dependente do Sistema Cantareira o que era preocupante, mas possível. Se água dos tanques acabasse seria o caous. Foi o que realmente aconteceu. Em 2014 a chuva não veio e o volume logo ficou muito abaixo, talvez isso fosse viável para uma capital menor. Mas São Paulo tem 8,8 milhões de pessoas que dependem desse sistema, que apesar de grande, não é o suficiente. Veja mais Informações no site da Sabesp.
O Cantareira é um conjunto de represas criado nos anos 1970. Inicialmente a ideia da construção era atender ao rápido crescimento da população que era um fato na época, afinal, a cidade industrial se configurou como uma capital do Brasil abrigando muitos brasileiros que durante o êxodo rural procuravam por melhores condições de vida nas grandes cidades.
No entanto, é claro que o sistema depende de chuvas para permanecer cheio independente de quão grande ele seja. A lição que São Paulo leva disso é que as pessoas precisam realmente de uma educação e não ficar somente na aposta da Sabesp para ampliação dos sistemas, pois as vezes isso não é o suficiente. A abundância de água não depende da administração somente, como da consciência de todos que utilizam o recurso.


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